BIZZÚ FORTE!
“Eu copio, tu baixas e nós compartilhamos: o futuro da nova cadeia produtiva da música
Os ganhos da indústria fonográfica despencaram, em 10 anos, de US$ 26 bilhões para US$ 16 bilhões. Diante desse, cenário é comum escutarmos, por meio da publicidade dos representantes das gravadoras, que o que está matando a indústria fonográfica é a prática de baixarmos músicas gratuitamente através da internet. Outro argumento utilizado pelas gravadoras, para atacar as práticas de compartilhamento de músicas pela rede, é que isso está afetando negativamente o rendimento dos artistas e que estimula o crime organizado.
As afirmações acima não passam de propaganda enganosa e o Conar (Conselho Nacional de Regulamentação Publicitária) deveria agir com rigor. Baixar músicas pela Internet não está matando a indústria fonográfica, nem diminuindo o ganho dos artistas. Nos últimos anos, diversos estudos comprovam que o que está matando a indústria fonográfica é a incapacidade desta de se adequar aos novos tempos e o apego aos velhos modelos superados pelo desejo dos novos consumidores. Via de regra, a publicidade das gravadoras e o lobby das entidades arrecadadoras para cima de governos e de legisladores apostam em medidas coercitivas com repressão, vigilância indiscriminada, quebra de privacidade, criminalização e corte do acesso dos usuários da rede mundial, como já vem acontecendo em alguns países como a França.
Um recente estudo da ‘ London School of Economics‘ comprova, mais uma vez, que compartilhar músicas pela internet não está afetando o rendimento dos autores e esta nova prática social não é inimiga dos criadores. Segundo o estudo, a condução negativa do debate proposto pela indústria fonográfica e pelas arrecadadoras, e a forma de proteção inadequada da propriedade intelectual nos tempos de Internet, é o que tem causado danos à indústria criativa da música.
O estudo sugere também que uma nova legislação de direito autoral deveria estimular a prática dos internautas, e não reprimir.
Outros fatores que estão influindo na queda do rendimento das gravadoras, apontados pelo estudo, são o aumento do custo dos serviços básicos, da moradia e das taxas de desemprego e o crescimento do mercado dos ‘games’. Por tudo isso está sobrando menos grana para a compra dos CDs.
O argumento de que quem compartilha música pela internet está ‘roubando’ a propriedade das gravadoras, diminuindo seus rendimentos, também já foi desmentido em um estudo de 2007 publicado pelo ‘Journal of Political Economy’. Segundo este estudo, a maioria das pessoas que baixam músicas pela rede não escutaria seus músicos prediletos se tivessem que comprar nos preços de hoje. Isso quer dizer que, baixar músicas pela Internet tem um efeito nas vendas que, estatisticamente, é praticamente zero.
Outra falácia é que a prática social de baixarmos músicas pela internet vai deixar os autores sem alternativas de rendimento e sem estímulo para criar. Isso também não é verdade. A grande maioria dos artistas vive de apresentações ao vivo, dos seus shows. Nada mais estimulante. Quanto mais uma música é difundida pela internet e o artista é conhecido, mais shows e mais ingressos são vendidos. Em 2009, no Reino Unido, por exemplo, as receitas por shows ao vivo ultrapassaram, pela primeira vez, o volume arrecadado por vendas de discos. A venda de discos movimentou 1,36 bilhão de libras, e os shows movimentaram 1,54 bilhão de libras.
Toda essa discussão está muito atual no Brasil em função da proposta de reforma da lei do direito autoral e do novo discurso do Ministério da Cultura que, pelo que parece, embarcou na canoa furada das gravadoras e das entidades arrecadadoras.”
Referências
. Report: Creative Destruction and Copyright Protection
. Media Piracy in Emerging Economies
. El Director de la OMPI afirma que los viejos principios de propiedad intelectual ya no sirven
. La industria del copyright ha perdido el beneficio de la duda
. Did file-sharing cause recording industry collapse? Economists say no
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BIZZÚ FORTE!
Escrito por Secom Saquarema Qui, 28 de Abril de 2011 10:07
A Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Saquarema (SMEC) já está com inscrições abertas até 3 de junho de 2011 para o 1º Festival da Canção “Fest Music Saquá 2011”. O evento tem como objetivo incentivar a produção musical, estimulando e revelando talentos, além de proporcionar intercâmbio entre músicos da região. Dez composições serão selecionadas para participar da grande final, programada para acontecer no dia 18 de junho, na Praça Oscar de Macedo Soares, no Centro. Ao todo serão distribuídos R$ 2 mil em prêmios. As inscrições podem ser feitas na Casa de Cultura Walmir Ayala (Rua Coronel Madureira, 88, Centro), de segunda a sexta-feira, de 9h às 17 horas. Outras informações podem ser obtidas através dos telefones (22) 9897-1587 e (22) 8804-9665 . O regulamento completo está disponível no site www.saquarema.rj.gov.br
Fonte: http://www.novasaquarema.com.br/news/index.php/saquarema/1278
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Vilatur, em Saquarema, lugar de ser feliz !
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Adiamento de show do Iron Maiden no RJ gerou quebra-quebra, dizem fãs...
O adiamento do show da banda britânica Iron Maiden, marcado para a noite de domingo (27), no Rio de Janeiro, gerou tumulto e quebra-quebra, segundo o relato dos fãs. Cerca de 13 mil pessoas estavam na platéia quando a grade próxima ao palco caiu, logo na primeira música. O show foi adiado para esta segunda-feira (28), por motivos de segurança. Fãs contam que além das vaias, houve depredações.
"Na minha parte, no setor 3, houve quebra-quebra, tumulto, quebra de cadeira, quebra de lixeiras, quebra de alambrados, houve uma revolta muito grande com relação ao cancelamento do show", contou um fã.
Eles reclamam da falta de organização do evento, desde a longa fila de espera na entrada. "A fila aqui fora, totalmente despreparada. Quando a gente entrou, seguraram a gente horas lá dentro, uma desorganização total", disse Tiago Barbosa.
"Pararam durante 10 minutos, o público ficou esperando um retorno, no final ele simplesmente voltou e dise que não ocorreria mais o show. É muito frustrante para os fãs", disse um outro jovem.
Ingressos
De acordo com a organização do evento, os ingressos deste domingo valerão para esta segunda, e o show está previsto para começar às 20h30, no HSBC Arena. O público estimado é de 13 mil pessoas.
Mas o problema é que que muitos fãs vieram de outras cidades, outros estados, e não têm condições de permanecer no Rio. "Eles estão alegando que não podem cobrir as despesas para eu voltar para minha cidade e para eu vir para cá, para o Rio de Janeiro", reclamou o cadeirante Johnny, de Cabo Frio, na Região dos Lagos.
Um grupo de amigos da Baixada Fluminense decidiu passar a noite na porta da arena e ficar até a noite desta segunda, na hora do show.
Reembolso
Os fãs que não puderem comparecer ao show de segunda poderão solicitar o reembolso do valor dos ingressos a partir do dia 4 de abril. Aqueles que compraram ingressos na bilheteria da Arena e nos demais pontos de venda deverão se dirigir à bilheteria com os comprovantes dos tickets para o ressarcimento.
Já os fãs que compraram ingressos através do Call Center e da Internet deverão entrar em contato pelo email sac@livepass.com.br ou pelo telefone 4003 1527, munidos dos comprovantes dos tickets, também a partir do dia 4 de abril, para a solicitação do reembolso.
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DICAS DE SHOWS!
Shows da banda Motörhead no Brasil – São Paulo, Curitiba e Florianópolis
As expectativas são cada vez maiores com a proximidade dos shows da banda Motörhead no Brasil. As datas das apresentações do grupo no mês de abril em São Paulo, Curitiba e Florianópolis foram confirmadas ainda no ano passado. Já o Rio de Janeiro terá que esperar até o Rock in Rio para receber a banda.
A primeira parada do Motörhead no Brasil será dia 16 de abril, em São Paulo, no Via Funchal. Os ingressos variam de R$ 140,00 a pista comum, R$ 180,00 o mezanino, até R$ 250,00 o camarote e a pista Premium. No dia 17 a banda parte para Curitiba, onde se apresentará no Curitiba Master Hall, com ingressos da pista custando R$ 84,00. Em Florianópolis o show será dia 20, no Floripa Music Hall, e o valor dos ingressos varia de R$ 150,00 a pista comum até R$ 400,00 o camarote.
Shows do Kid Abelha em maio no RJ e SP
A banda Kid Abelha fará apresentações no Citibank Hall no Rio de Janeiro e no Credicard Hall em São Paulo.
O carioca grupo composto pela bela vocalista Paula Toller e pelos músicos George Israel (compositor, saxofonista e guitarrista) e Bruno Fortunato (guitarrista), fazem sucesso desde a década de 80.
Os shows acontecerão nos dias 14 de maio no Rio de Janeiro e 07 de maio em São Paulo.
A pré venda dos ingressos já está disponível para compra no site da Tickets For Fun para clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners. Os preços variam entre R$ 52,50 (para plateia setor 1, 2 e 3) e R$ 150,00 (para mesa no setor vip).
A canção "Pintura Íntima" foi o primeiro sucesso da banda, que fez parte da trilha sonora em uma novela e ganhou o primeiro disco de ouro.
Show do Misfits no Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro e Recife
O Misfits desembarca mais uma vez em terras brasileiras para realizar três shows no mês de abril.
O primeiro deles será no dia 15, onde o trio se apresentará no festival Abril pro Rock, em Recife. No dia 16 é a vez dos paulistas receberem a banda na Virada Cultural. O último show da banda confirmado no país será no Rio de Janeiro, dia 17, no Circo Voador.
Até o momento só foram divulgadas informações sobre os ingressos do show em Recife, onde valor será de R$ 50 com direito a meia-entrada.
A banda de Nova Jérsei, liderada por Glenn Danzig, foi formada em 1977 e é considerada a criadora do horror punk, sub gênero do punk rock. Em 2008 o Misfits veio ao Brasil e fez um rápido e agitado show no festival Maquinaria, em São Paulo. A banda já teve diversas formações e passou até por um hiato, mas carrega dezenas de trabalhos entre discos de estúdio, compilações, EPs, discos ao vivo e compactos.
Os três shows do grupo no Brasil prometem não decepcionar os fãs brasileiros.
The Human League faz show em abril no Via Funchal (SP)
Sem comentários
O Via Funchal, famosa casa de espetáculos da cidade de São Paulo, receberá a banda de rock inglesa, The Human League, que ficou conhecida na década de 80 e integrou o movimento new wave, no dia 06 de abril de 2011.
As músicas que se destacam no repertório da banda, aqui no Brasil, são: “Human", "Open Your Heart", “Fascination", “Heart Like a Wheel" e o sucesso nas rádios, naquela época: "Don't You Want Me", também conhecida como Keep Feeling.
O preço dos ingressos varia entre R$ 120,00 a R$ 200,00 e haverá a venda de meia- entrada para todos os setores: pista, camarote e arquibancada.
A Via Funchal fica na Rua Funchal, 65, Vila Olímpia – São Paulo – SP.
O show está previsto para começar às 22 horas, sendo que a casa estará aberta desde às 20 horas.
Os ingressos poderão ser comprados nos seguintes locais: Newness (Livros e Revistas) – Av. Yojiro Takaoka, 4528 – Loja 02 ; bilheterias da Via Funchal: de segunda-feira a domingo das 12 horas às 22 horas; Fujji Turismo – Rua Tapajós 33C – Guarulhos – SP (Paralela com Av. Paulo Faccini) e La Ville Mall – Alphaville – Santana do Parnaíba – SP.
É possível comprar os ingressos online e através do call center, em São Paulo: (11) 2144-5444.
Para obter informações adicionais acesse: www.viafunchal.com.br
Show Jamie Cullum no Brasil em 2011
São muitos os artistas que vêm confirmando apresentações em solo brasileiro para o ano de 2011. Outro que pode entrar nesta lista é o de Jaime Cullum. Ele que é cantor e também pianista, faz um mix em suas músicas de estilos como o pop e o Jazz. Se você é um fã do cantor, fique ligado nesta informação. No seu perfil do Facebook, Jamie anunciou que irá fazer apresentações em solo brasileiro. Nascido na Inglaterra e com 31 anos, o retorno do cantor ao Brasil irá acontecer ainda em 2011.
Sua primeira passagem em terras brasileiras aconteceu no ano de 2006. Na época, ele fez apresentações em Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e também em São Paulo. Segundo informações da sua página na rede social, as datas e outras notícias serão ofertadas para o público na última semana do mês de março.
Com uma carreira musical de 12 anos, ele já conta com alguns sucessos como “Our Day Will Come” e “Mind Trick”. Músicas que já apareceram em novelas globais.
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Pergunta: Qual é a mais correta definição de Globalização?
Resposta: A Morte da Princesa Diana.
Pergunta: Por quê?
Resposta: Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos emTaiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia
Isto é *GLOBALIZAÇÃO!!!*
E QUEM SOU EU?
Nesta altura da vida já não sei mais quem sou...
Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado sou CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios sou MASSA . Em viagens TURISTA, na rua PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO e no hospital viro PACIENTE. Nos jornais sou VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope sou ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.
Se sou corintiano, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO, para o povão... PRESUNTO... Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui... ARREBATADO...
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!!
E pensar que um dia já fui mais EU.
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De onde vem a expressão rock and roll?
A expressão, que literalmente significa "balançar e rolar", fazia parte da gíria dos negros americanos desde as primeiras décadas do século XX, para referir-se ao ato sexual. Assim, ela já aparecia em várias letras de blues e rhythm’n’blues como "Good Rockin’ Tonight" (1947), de Roy Brown - antes de ser adotada como nome do novo estilo musical, que surgiu nos anos 50, com Bill Halley e Elvis Presley, e consistia basicamente na fusão desses ritmos negros com a branquela música country. Esse batismo costuma ser atribuído ao disc-jóquei americano Alan Freed (1922-1965), cujo programa de rádio foi um dos principais responsáveis pela popularização da nova onda, altamente dançante, que logo contagiou toda a juventude do país e do mundo.
Na década de 60, o rótulo foi abreviado para rock, para abranger as mudanças provocadas por artistas como Bob Dylan e Beatles, abrindo um leque de infinitas variações: rock psicodélico, rock progressivo, folk rock, hard rock, heavy metal etc etc. A partir daí, o termo rock’n’roll passou a significar exclusivamente o estilo original, característico da década de 50.
O começo dos anos 80 não foi nada propício para o rock. O que dominava era a MPB de FM, e apesar da relativa abertura política, a sombra da repressão e a censura desanimavam que tentava ser mais ousados. O "som jovem" que rolava era o pop-rock de gente como Guilherme Arantes, Marina, Ney Matogrosso, 14 Bis, Eduardo Dusek, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, A Cor do Som e Rádio Táxi. Mas ainda assim a rapaziada queria que temas como amor, diversão, trabalho e família fossem tratados de forma mais clara. Com o rock básico e os cabelos curtos e espetados da new wave, o Rock Brasil começa a se renovar no início da década. Ligado nas novidades, o jornalista e discotecário Júlio Barroso fundou a Gang 90 & As Absurdetes, no Rio de Janeiro.
O estouro aconteceu no Festival Shell de MPB de 1981, quando tocaram "Perdidos na Selva", um reggae que fala de um acidente de avião com final feliz.
Era só uma mostra do que estaria por vir nos próximos anos. Seguindo os mesmo passos da Gang 90, o integrante do grupo de teatro carioca Asdrúbal Trouxe a Irreverência, Evandro Mesquita, junto com o baterista Lobão, tiveram a idéia de montar uma banda de rock teatral.
O nome da banda foi dado por Lobão: Blitz, já que eles sempre eram parados pelas batidas policiais. A banda trouxe junto ao humor praieiro do grupo Asdrúbal um rock básico e uma dupla de belas vocalistas, Márcia Bulcão e Fernanda Abreu. No verão de 1982 abriu na praia do Arpoador um espaço para shows: o Circo Voador, aonde a banda se apresentou inúmeras vezes.
Em junho do mesmo ano, a Blitz gravou um compacto com a música "Você Não Soube Me Amar", que vendeu 100 mil cópias em 3 meses. Em setembro foi lançado o disco "As Aventuras da Blitz", o que transformou a banda em fenômeno nacional, mas um pouco depois do lançamento do disco, Lobão deixa a banda para lançar seu primeiro disco solo, "Cena de Cinema", aonde começa uma das mais importantes carreiras do rock brasileiro, de um artista sempre inconformista.
Ainda em 1982 apareceriam outros artistas de relevância do Rock Brasil, como Eduardo Dusek com seu disco "Cantando no Banheiro", que contava com a participação de uma banda carioca que fazia um rock estilo anos 50 com muito bom humor: João Penca & Seus Miquinhos Amestrados, que tinha entre seus integrantes um excelente compositor, Léo Jaime, que escreveu o sucesso do disco, "Rock da Cachorra".
João Penca seguiria depois sem Dusek e sem Léo Jaime, que fez uma carreira solo de sucesso. No mesmo ano ainda surgiria Lulu Santos, Barão Vermelho (que não foi tão bem acolhido na época) e a Rádio Fluminense, grande divulgadora das fitas e dos discos dos artistas do rock nacional. Paralelamente, em São Paulo, ocorria o festival "O Começo do Fim do Mundo", com bandas punk como Inocentes, Ratos de Porão, Cólera e Olho Seco.
Em 1983, o rock já havia ganho seu espaço na Música Popular Brasileira (MPB), fazendo com que as gravadoras perdessem o medo de contratar bandas deste gênero. Foi lançado o disco "Rock Voador" (parceria do Circo Voador com a rádio Fluminense), que revelou o Kid Abelha e Seus Abóboras Selvagens.
Uma das bandas que tinha sua fita divulgada na rádio, Os Paralamas do Sucesso, gravaram um compacto que, com seu relativo sucesso, levou a gravar no fim do ano seu primeiro disco, "Cinema Mudo". Mas quem arrebentaria um sucesso naquele ano foi um inglês, chamado Ritchie, com a música "Menina Veneno", cujo compacto vendeu mais de 800 mil cópias, levando o cantor a gravar um disco, Vôo de Coração, que vendeu mais de 1 milhão de cópias, batendo naquele ano até o grande recordista de vendas da gravadora, Roberto Carlos.
O Rock Brasil ganhava respeito comercial. Fenômeno predominando o Rio de Janeiro, o rock começa a ferver também em São Paulo em 83. A cidade já estava sendo sacudida pelos punks e também pela música de vanguarda (Arrigo Barnabé, Premeditando o Breque, Língua de Trapo), revelou uma das grandes bandas do rock brasileiro: os Titãs, um octeto que misturava new-wave e tropicalismo com o rock e ficava cada vez mais popular. Ainda tinha bandas do rock paulistano como Magazine (tendo Kid Vinil como um dos integrantes), o pós-punk Ira! e a irreverência do Ultraje a Rigor. 1984 foi o ano de grandes lançamentos em disco. "Titãs" (seu primeiro disco), "Seu Espião" (estréia do Kid Abelha), "O Passo do Lui" (segundo disco dos Paralamas), "Tudo Azul" (Lulu Santos), "Ronaldo Foi Pra Guerra" (Lobão), "Maior Abandonado" (último disco do Barão com o vocalista Cazuza) e "Phodas 'C'" (Léo Jaime).
As bandas cada vez mais apareciam em programas de auditório na TV e até no cinema, com o filme "Bete Balanço", com música-tema do Barão Vermelho. Se até então o Rock Brasil tinha uma cara romântica e idealista, iria mudar a partir de janeiro de 1985, graças a um evento: o Rock In Rio 10 dias de muito som num terreno na Barra da Tijuca, no maior concerto de rock de todos os tempos, com um público aproximado de 1 milhão e meio de pessoas.
Ao lado de grandes nomes da música mundial da época, como Queen, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Scorpions, Yes, AC/DC, entre outros, estavam artistas consagrados da MPB e a nova rapaziada: Blitz, Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucesso, Lulu Santos e Kid Abelha. No maior palco de suas carreiras iniciantes, as bandas não tremeram na base. O resultado foi que o rock entrou de vez na música brasileira, as bandas internacionais incluíram o Brasil em suas turnês e os nossos roqueiros aprenderam muito com verdadeiros profissionais da música.
O jovem público viu as bandas nacionais fazerem bonito junto aos ídolos estrangeiros e ainda presenciaram a eleição de Tancredo Neves como o primeiro presidente civil do país desde o golpe militar de 1964.
O Rock Brasil emergiu desde então, com um jeito ousado, contestador e geograficamente disperso. De São Paulo apareceu dois dos maiores êxitos comerciais do ano. Um deles, "Nós Vamos Invadir Sua Praia", álbum de estréia do Ultraje a Rigor, que tinha a música "Inútil", que foi tocada pelos Paralamas no Rock In Rio e comentada pelo senhor Diretas Já Ulysses Guimarães, causou um certo comentário sobre sua letra. Quase todas as músicas foram sucesso no rádio.
O outro êxito foi o RPM, com a música "Louras Geladas" estourada nas rádios, lançou o disco "Revoluções Por Minuto", que teve várias outras faixas de sucesso.
O empresário Manoel Poladian foi responsável por uma super produção para a banda: o show "Rádio Pirata". Nunca se havia visto nada igual no Brasil: efeitos de raio laser, gelo seco e sofisticado equipamento de som. O show percorreu o Brasil, aumentando cada vez mais a popularidade do grupo, que foi forçado pela gravadora a gravar um álbum ao vivo, com a versão de "London, London" (de Caetano Veloso) que já começava a tocar nas rádios. Lançado em 1986, "Rádio Pirata Ao Vivo", tornou-se o recordista de venda de todos os gêneros no Brasil: 2,2 milhões de cópias. Em pouco tempo, com toda a pressão de sua popularidade e o uso abusivo de drogas, o grupo gravou mais 1 álbum e acabou sem muito alarde em 1989.
Em 1º de Janeiro de 1985, uma banda de Brasília lançava seu disco de estréia - um disco que marcaria a história do nosso rock. Legião Urbana mostrava ao país a poesia de Renato Russo, em letras que mostrava os anseios, medos e reivindicações de uma geração. Conhecida pela música Química (que os amigos Paralamas gravaram em seu primeiro álbum), a Legião ganhou o público com aquele disco cheio de energia rock´n´roll e sentimentos à flor da pele. Era a primeira das bandas de Brasília influenciada pelo punk-rock, que tomariam conta da mídia. As outras foram Capital Inicial e a Plebe Rude. Também de origem punk e fora do eixo Rio-São Paulo, os baianos do Camisa de Vênus, liderada por Marcelo Nova, apareceriam em 1985. Depois de um álbum sem repercussão, ganharam seu lugar com o som "Eu Não Matei Joana D´arc". Depois disto o país chegou a conhecer outras músicas como "Bete Morreu" e o "Adventistas", de seu álbum anterior. Em São Paulo, os ecos do punk seriam responsáveis por uma outra banda de talento a aparecer, com seu álbum de estréia, Mudança de Comportamento: o Ira!, do guitarrista Edgard Scandurra (um dos melhores do Brasil até hoje) e o vocalista Nasi.
Enquanto isso o underground paulistano fervia, com bandas inspiradas no pop-rock inglês. Luiz Calanca lançou neste mesmo ano o selo Baratos Afins, que lançou os discos de todo esse underground paulistano, antecipando em pelo menos 10 anos a realidade dos pequenos selos que ajudaram a fazer o rock alternativo um fenômeno.
No Rio de Janeiro, houve uma separação no Barão Vermelho, saindo Cazuza para sua bem sucedida carreira solo, e o guitarrista Roberto Frejat assumindo os vocais.
Tivemos ainda no Rio o lançamento de excelentes disco. "Sessão da Tarde", de Léo Jaime, que voltava ao rock dos anos 50 e à Jovem Guarda; "Educação Sentimental", segundo disco do Kid Abelha e no fim do ano o disco-solo de Cazuza. 1986 foi o ano da consolidação artística e da fartura de lançamentos. Graças ao Plano Cruzado e a explosão de consumo que ele causou, as gravadoras contratavam qualquer banda que cheirasse a rock.
A coletânea "Rock Grande do Sul", só com bandas de Porto Alegre revelou os Engenheiros do Hawaii, que no mesmo ano lançou seu disco de estréia com o irônico título "Longe Demais das apitais". E com a música "Surfista Calhorda", Os Replicantes com influência punk-hardcore, lançaram seu disco: "O Futuro é Vortex". Também estrearam naquele ano os cariocas do Biquíni Cavadão ("Cidades em Torrente"), a Plebe Rude ("O Concreto Já Rachou"), Capital Inicial ("Capital Inicial") e os Inocentes ("Pânico em SP", primeiro disco do punk brasileiro a sair por uma grande gravadora). Três álbuns marcaram naquele ano o Rock Brasil até hoje. Com "Selvagem?", os Paralamas fizeram uma ousada conexão Brasil-Jamaica-Inglaterra-África via música negra. "Dois", disco da Legião revelou-se mais lírico e acústico, com faixas que até hoje fazem a história da banda. Finalmente, "Cabeça Dinossauro", dos Titãs (que recentemente foi considerado o melhor disco do Rock Brasil), que deram uma guinada punk em sua música, que mais pareceria um risco, mas que deu bons resultados artísticos e comerciais para a banda. A boa fase do rock nacional continuaria em 1987, com a explosão de Lobão (com o LP "Vida Bandida") e outros álbuns. "A Revolta dos Dândis" (Engenheiros), "Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas" (Titãs), "Que País é Este" (Legião) e "Sexo!" (Ultraje a Rigor). Houve a surpresa com o aparecimento do carioca Fausto Fawcett e seus Robôs Efêmeros, com "Kátia Flavia". Outra surpresa foi o selo Plug, da RCA, que apostou em discos de novíssimos nomes do rock brasileiro que não faziam nada parecido com as outras bandas. Estrearam os cariocas Picassos Falsos e Hojerizah, o paulistano Violeta de Outono, os gaúchos do De Falla, TNT e o Nenhum de Nós, entre outros. Das raras exceções que deram certo, está o Nenhum de Nós, que estourou com a música "Camila, Camila", e depois em 1989, com "O Astronauta de Mármore", versão de "Starman" de David Bowie.
De 1988 em diante, o Rock Brasil passa por um período de baixa, com as bandas com dificuldades para recuperar as baixas vendagens e execução. Mas mesmo assim, existe discos clássicos desta época."Ideologia", de Cazuza, que já luta contra a Aids, e aos 16 anos de idade, Ed Motta chega com pinta de veterano, injetando soul no rock nacional, com seu disco de estréia com a Conexão Japeri. A Legião experimentou um sucesso estrondoso com "Faroeste Caboclo" naquele ano, mas viu o inverso da moeda num show em 18 de junho, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Confusão total, com Renato Russo sendo atacado por um fã no palco e a polícia descendo o pau na platéia, que saiu revoltado do show (que foi interrompido). O incidente bateu forte na Legião que ainda teve a perda do baixista Negrete, que deixou a banda, mas mesmo assim, em 1989, finalizou seu quarto disco, "As Quatro Estações", com a maior vendagem em disco da banda e a maior nos últimos anos do Rock Brasil. Em 7 julho de 1989, o clima era de luto: Cazuza havia morrido e em 21 de agosto do mesmo ano, morreria Raul Seixas. Era o fim de uma era do Rock Brasil.